“O desemprego caiu de mais de 14% para 5,4% por causa da gestão atual.”
A linha do desemprego na tabela da peça original: “14%+ desemprego recorde” contra “5,4% menor da história”.

O pico de 14,9% não é o ponto de partida de ninguém.
O comparativo do site coloca "14%+" na coluna do governo anterior e 5,4% na atual. Mas 14,9% não foi como o governo anterior começou nem como terminou: foi o auge da pandemia, no 1º trimestre de 2021.
"Desemprego recorde de 14%+ contra 5,4%, o menor da história."
A tabela do site coloca o pior número já registrado de um lado e o melhor do outro, como se fossem os saldos de cada gestão.
Compare começo com começo e fim com fim.
O governo anterior recebeu 12,7% (1ºT/2019) e entregou 7,9% (4ºT/2022): queda de 4,8 pontos, atravessando a pandemia no meio.
O governo atual recebeu 7,9% e chegou a 5,4% (jun/2026): queda de 2,5 pontos — um resultado real e o melhor da série, mas obtido a partir de uma herança já em queda.
O 14,9% pertence ao 1º trimestre de 2021 — um trimestre de lockdown, não um balanço de gestão.
O 5,4% é verdadeiro e é o menor da série histórica. O que é falso é o contraste: usar o pico da pandemia como "o número do adversário" transfere para a gestão o custo de um choque sanitário global.
Fontes: IBGE/PNAD Contínua trimestral — 1ºT/2019 (12,7%), 4ºT/2019 (11,0%), 1ºT/2021 (14,9%, máximo da série iniciada em 2012), 4ºT/2022 (7,9%), 4ºT/2023 (7,4%), 4ºT/2024 (6,2%) e trimestre encerrado em junho/2026 (5,4%).
Outras checagens
Essa conta precisa circular.
A régua torta viaja rápido porque é simples. O contexto viaja devagar porque exige explicação. Se esta checagem te ajudou a entender o número, ela ajuda outra pessoa também.
O texto já vai pronto com o dado principal. Se preferir, escreva o seu — o link é o mesmo.